segunda-feira, 10 de março de 2008

- Eu estou ficando louca! - ela atirou a escova de cabelos na direção do espelho oval que ocupava grande parte da sua penteadeira.
Com um estrondo agudo, o espelho se partiu em pedaços. Ginevra encarou seus próprios olhos refletidos naquela superfície lisa, e se amaldiçoou por não ter coragem de acabar com tudo de uma vez por todas.
Seus dedos pálidos pegaram um daqueles pedaços, e tocaram uma das pontas até que a pele fosse perfurada. Ela sentiu uma pequena fisgada de dor e vislumbrou uma pequena gota rubra escorrer pela a base da mão.
Ela se sentia em pedaços. Ele havia deixado sua alma estilhaçada, salpicada de sangue. A culpa de todos os seus infortúnios se devia a um nome somente.
E aquele nome não parava de percorrer seus lábios. Era o que seu corpo queria. Ele era a sua condenação. E ela sussurou mais uma vez entre as lágrimas que começavam a escorrer:
- Draco.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Cara Ginny

Bateu saudade. Foi assim, uma coisa boba que veio do nada, mas que não foi embora junto com o vento. Ficou e não saiu mais.
E dói. Parece que é uma ferida que não quer cicatrizar. E isso acaba irritando, porque não tem nada pior do que uma ferida que ainda sangra. Mesmo depois de tanto tempo.
Não que não sejam lembranças boas. Acho que foram os melhores da minha vida. Mas não passam de lembranças, e é isso que me magoa. Conversas, por mais que continuem, nunca serão as mesmas de quando éramos adolescentes. Porque em Hogwarts, tudo parecia possível.
Inclusive usar brincos de rabanete e deixar que os zonzóbulos tomassem conta. Porque só lá era possível ser feliz. Junto de vocês.
Foi a primeira vez que entendi o real valor da palavra amigos. Parece engraçado como nenhum dos gnomos jamais foi tão legal quanto vocês. E é isso que ainda sinto, sabe? Porque o tempo não volta atrás.
E quando a saudade vem, me faz lembrar dos seus sorrisos. De todos vocês. Da forma como seus olhos brilhavam, Ginny, ou dos dentes brancos que a Hermione mostrava quando achava que valia a pena. Gostava do modo como as bochechas do Neville coravam ou como o Rony parecia mais bobo ainda quando dava aquele sorriso sem graça. Acho que é por isso que agora machuca: porque nenhuma lembrança consegue fazer jus aos originais.
Mas acho que você sabe disso, não é?
Enfim, quanto mais eu vejo os anos passando, mais eu percebo o quanto tudo aquilo me faz falta. Não que eu não seja feliz agora. O Rolf é maravilhosos, não me entenda mal. Mas é um outro tipo de felicidade. Bem diferente da que eu tive quanto estava junto de vocês.
Mas acho que a saudade passa. Pelo menos essa sensação estranha que não quer parar de cutucar no meu peito.

Carinhosamente,
Luna.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Crer

Aprendi que o que falamos tem um valor especial. O que achamos pode significar muita coisa para alguém que não conhecemos. E podem abrir portas para novas amizades. Amizade sim, mesmo que de fato jamais tenhamos nos visto.
E é preciso mesmo ver alguém para conhecê-lo? De mim, conheces muito mais do que muita gente que está próxima. Todas as minhas alucinações colocadas em palavras e enviadas por e-mail, você já sabe. De minhas preferências e até de alguns medos que tento esconder de mim mesma.
Existem coisas que nós simplesmente devemos acreditar, mesmo que não tenhamos nenhuma prova visível, mesmo que não consigamos tocar. E eu acredito em você.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Propaganda


Intensidade já foi enviada. Agora é aguardar o resultado...

Fan(ática) Fic

O que pode acontecer quando se descobre o mundo das fanfics:


* Você não acha estranho receber e-mails endereçados para alguém que não tem o seu nome;

* Quando a maioria dos seus amigos on-line possuem Black, ou Weasley, ou Potter no nome e você não se pergunta se são parentes;

* Homem bonito? Sirius Black; mesmo que você não conheça o dito cujo;

* Quando você pensa em alguma cena divertida, cata seu caderninho de notas e escreve sem demora. Não se pode perder uma idéia pra uma fanfic;

* Seu blog tem alguma relação com o mundo potteriano;

* Você conhece pessoas em fóruns sobre razões por amar ou odiar um ship;

* Suas pastas de arquivos estão cheias de trechos de alguma fic, imagens para capas ou fanfics incompletas;

* Se alguém diz que viu uma foto bacana de Paolo Reversi, você logo imagina se vai poder usar alguma pras ilustrações do que você escreveu;

* Você passa a consultar dicionários com mais freqüência do que o normal;

* Sentimentos doentios não são mais casos para terapeutas, mas sim enredo pra seu novo blackincest;

* Você se sente tipo um Clark Kent por ter uma espécie de identidade secreta;

* O pc do seu trabalho está cheio de links relacionados com fanfics;

* Arquivos, no seu computador, significa estórias;

* Qualquer coisa que você acabe lendo pode se transformar no título daquele texto que ainda não tem um nome;

* Sua agenda tem notas nos dias das publicações das fics;

* Presente de aniversário? Dê uma fic;

* Trechos de músicas de suas bandas preferidas viram trilha sonora pros personagens que você mais ama;

* Quando você está no ônibus e escuta aquele trecho lindo daquela música perfeita você para de prestar atenção em quem está conversando pra imaginar uma songfic;

* Você perde a parada na qual ia descer do ônibus porque ainda está pensando naquela songfic;

* Seus estudos tem que dar espaço pra seus momentos de escritora;

* Conversas chatas viram sinônimos pra viajar em algum beijo entre o Sirius e o Remus;

* Você não espera a hora de ver aquela fic legal que você está acompanhando ser atualizada;

* Quando você tem que postar alguma coisa no seu blog, logo pensa em algo que passou a fazer depois que começou a freqüentar sites que publicam fanfics.