Severus aprendeu desde cedo a acreditar que o mundo todo deveria ser negro. Negro como as noites nas quais seus pais brigavam, negro como seus cabelos ou seus olhos, negro como seus medos.
Mas Severus se esquecera que não se pinta em folhas negras. Mas deixou que ela sentasse do seu lado, entre as árvores do parquinho, e falou.
Faltou-lhe uma coisa, porém: coragem.
E sentiu muito frio, também. Achou que fosse pela neve, e pelo vento que fazia com que aqueles flocos pequenos e detalhados rodopiassem ao seu redor. O que ele não sabia é que aquele frio era o desespero.
- Os amigos fazem nossa vida melhor, Sev.

