sexta-feira, 2 de maio de 2008

Odeio as suas nuvens

Seu rosto estava concentrado. E eu gostava quando podia ficar olhando pra ele assim, enquanto você parecia estar longe demais. Era inalcançável qualquer chance de estar com você. Não que eu acredite que não podia te tocar. Isso não. Mas eu jamais conseguiria fazer você sentir aquilo que eu mesmo sentia quando meus olhos batiam no seu rosto.

Frustrante.

Justamente porque eu jamais poderia te ter era que eu te queria.

Engraçado, não é? Você diria que é ridículo, quase uma piada macabra. Uma pena nós dois estarmos nela. Uma grande tragédia eu ser o protagonista dessa relação fadada ao erro e ao engano.

Mas naquela hora isso não importava. Era apenas o seu rosto concentrado que me enchia de prazer. Uma admiração velada. E meus olhos não paravam de percorrer o contorno da sua face pálida.

Era bonito, sabe? A forma como a cor da sua pele se tornava mais avermelhada nas maçãs do rosto. O jeito como seus cílios se curvavam levemente. A curvinha que seu nariz tinha pra se tornar um pouco empinado. E eu amava cada detalhe desses, cada mísero detalhe da sua tão querida face.

Mas acho estranho que, quando estávamos sozinhos, entre beijos, nada parecia tão bonito assim.

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Sem plot, sem ship; mas me soou muito Sirem...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O que antes eu não sentia

> Saudade de alguém que fica longe;
> Orgulho de ver alguma coisa que não é minha publicada;
> Ansiedade pra saber se essa pessoa vai mandar alguma notícia;
> Uma ligação forte, de ideais, com uma pessoa que aprendi a chamar de amiga.

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Tudo o que eu falar sempre vai parecer redundante, mas pode crer que você tem um lugar todo especial no meu coração...
=)
Estou esperando que O que antes eu não sentia se torne uma drabble lá no efe-efe-ponto-net...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Depois, quando a gente chora e borra a maquiagem, ninguém sabe o porquê...

Esta e esta fics fizeram o meu dia bem mais feliz...

Um abraço especial pra Moony e pra Noah!
\o/

Sempre achei 19 um número bonito...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

De todos os pecados

Os lábios nunca disseram Porque. Era simples assim, não havia nenhuma explicação plausível. Elas estavam juntas, e era isso que interessava. Os corpos, os desejos. Os pecados. O que elas faziam fechadas naquele quarto não importava a mais ninguém.

A pele marcada, os arranhões, o cheiro animal. Nada disso realmente tinha valor algum, porque não era por isso que elas se encontravam. Casualidade? Talvez. Estava mais para uma necessidade. Necessidade de existênia, de abalar valores, de mostrar que elas nadavam contra a maré púdica de máscaras falsas.

Era a necessidade de mentir.

Elas viviam isso a cada instante, a cada olhar, a cada suspiro. E, por todos os dias que elas não se viam, abria uma brecha para as dúvidas, para os rancores. Era quando elas não se viam que realmente nascia a vontade de saber por que. Apenas quando não estavam uma nos braços da outra que os lábios procuravam respostas há muito indesejadas. Era apenas quando elas estavam separadas que nascia o arrependimento por ter acreditado que elas poderiam formar um nós.