segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Green

Sua alma estava calma. De alguma forma ela sabia que tudo isso era preciso.

As últimas palavras que ela escutou fizeram com que um jorro de luz lhe acertasse o peito. Tão verde como seus próprios olhos. Seu corpo repousou enquanto a vida a deixava.

Trecho de Cromática.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Idênticos

O sol iluminou teu corpo - acho que a primeira lembrança que tenho de você. Teu rosto se aqueceu naquele mês gelado e eu pude me sentir bem por alguns instantes.

Acho que é por isso que as coisas sempre fogem ao meu controle: quando a gente ama alguém não existe nenhuma espécie de fronteira, nenhum obstáculo suficiente para acabar com todos o sonhos e desejos.

Eu não posso me perdoar por toda a fragilidade que sempre demonstrei, mas também jamais conseguiria me manter intacto vendo que você sofria.

Por mais que parecesse que tudo o que eu sentia fosse traição, não conseguia para de imaginar meus lábios junto aos teus, minhas mãos nas tuas. E que você corresponderia a tudo para poder ter uns breves momentos de identificação com aquela imagem que sempre povoaria teu coração. Na verdade, nossos corações.

Mas eu não conseguia desviar meus olhos de você, mesmo sabendo que todo o amor que você pensava sentir por mim era dirigido para um outro rosto idêntico ao meu.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Again

As coisas andaram meio estagnadas por aqui, eu sei. Relapso de minha parte deixar o blog criando teias de aranha. Mas resolvi mudar este fato. E comecei pelo layout.

Não parei de escrever. Continuei até onde pude, tentando me manter ainda ligada às palavras apesar de todas as mudanças e todas as reviravoltas da vida. Não fui muito eficiente em muitas de minhas promessas, mas aí está um ano novo, onde posso tentar fazer tudo aquilo que eu já considerava um grande abandono.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Cinco atos. Cinco partes de uma mesma história. Cinco faces da queda dos Black.

quinta-feira, 26 de junho de 2008


terça-feira, 24 de junho de 2008

Caráter Provisório

O tempo, este escroto, não se expande, não se infla. Fica aqui, deste jeito de sempre: nem estático nem móvel. Simplesmente está.
E ele me consome; e ele me sufoca.


Mordi mais uma vez o mesmo biscoito. Olhei, suspirei. Bebi a xícara de chá que estava sobre a mesa. Olhei pra fora. Olhei pras minhas mãos.
Será que o mundo não pode acabar agora?
Repeti isso por longos treze anos, até que meus pedidos foram atendidos.


Os meus olhos não procuram por nada. Talvez as pedras que revistam as construções se aproximam daquilo que eles desejam encontrar.
Tudo reflete aquele cinzento vazio. Aquela cor que um dia me pareceu tão linda e brilhosa, hoje não me parece mais nada.
E eu sinto o sopro de melancolia.


Eu queria estar morto.
Quem sabe assim eu pudesse estar contigo.

sexta-feira, 13 de junho de 2008


terça-feira, 3 de junho de 2008

Caixinha de surpresas

Não consigo expressar de outro modo o que a Noah tem sido pra mim. O convite para ser beta, os e-mails recebidos durante as semanas, as conversas, as leituras, as dedicatórias... Sempre tive um motivo pra me sentir especial.
E não foi de forma diferente que olhei os e-mails que recebi esta manhã: O que antes eu não sentia foi publicada, me deixando com lágrimas nos cantos dos olhos...
Muito obrigada, Noah!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Torcida

Pronto. Primeira do Plural se foi.
Agora é só entrar pra torcida...

Você nunca vai entender nada sobre rosas.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

J&D



Eram os lábios, os olhos, a pele, os gestos. Eram as palavras, o sorriso, os cabelos. Era a indiferença. Era a proibição.
Para James, Dominique era tudo aquilo que ele jamais teria.

quarta-feira, 14 de maio de 2008



Não havia nada muito inteligível naquele casebre. A não ser o sangue vermelho e vibrante que agora cobria os pelos prateados da fera.
Sangue humano.

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Não existem vilões aqui. O lobo pode não ser o verdadeiro monstro.

Mudanças

Eu não sei se vou sentir falta do meu antigo profile do FF.Net.
Eu gostava bastante, pra ser sincera. Mas já não era real. Não era exatamente um reflexo do momento que estou passando agora.
Aquele perfil era da Morgana Onirica há um ano atrás, quando começou a escrever. Hoje, depois de alguns textos, algumas evoluídas, as coisas mudaram. Morgana Onirica mudou.
Já não era sem tempo de atualizar isso .
Mantém uma relação com o antigo, mas acabei me estendendo demais, desta vez...
Paciência. Uma próxima atualização só quando eu achar que venci mais um nível no Wii da vida secreta.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Blá, blá, blá sem filosofia

Eu achei que ia levar pedradas quando Somnium fosse publicada. Achei que ia levar pedradas de novo, pelo capítulo não ter sirem explícito.



Quando eu pensei em alguma coisa pra postar, não me veio absolutamente nada em mente. Acho que meu cérebro está ressecando, como uma maçã murcha.

Eca...




Respondendo à millene, que comentou no post anterior: no próximo capítulo eu vou inserir (ui) o Sirius na fic. Mas não espere nada de pegações logo de cara, of course.
E obrigada por dizer que eu escrevo bem.
*sorri*


Frutas vermelhas e abraços tem me deixado meio pirada...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Capítulo... qual mesmo?

Sinto-me envorgonhada. Sinceramente eu abandonei alguns dos meus projetos mais complicados - Hypnotic Poison e Cromática, só pra exemplificar. E nesta de deixar de lado, acabou ficando para trás uma fic que eu estava gostando de escrever apesar de se tornar cansativa e OOC: Somnium.
Quando eu abri meu e-mail desta semana, meu estado piorou, porque a querida Felpa, que vem acompanhando e comentando lá no efê-efê-ponto-net, me "puxou a orelha educadamente". Puxa! Somnium estava praticamente criando mofo - porque de teias de aranha a coitada já esta cheia.
Mas aqui vem a boa notícia: a base de olheiras e de uma madrugada, eu consegui terminar o capítulo e ainda escrever metade do próximo! Incrível como a força de vontade faz milagres...
Quinta ou sexta, ele já vai estar online!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Odeio as suas nuvens

Seu rosto estava concentrado. E eu gostava quando podia ficar olhando pra ele assim, enquanto você parecia estar longe demais. Era inalcançável qualquer chance de estar com você. Não que eu acredite que não podia te tocar. Isso não. Mas eu jamais conseguiria fazer você sentir aquilo que eu mesmo sentia quando meus olhos batiam no seu rosto.

Frustrante.

Justamente porque eu jamais poderia te ter era que eu te queria.

Engraçado, não é? Você diria que é ridículo, quase uma piada macabra. Uma pena nós dois estarmos nela. Uma grande tragédia eu ser o protagonista dessa relação fadada ao erro e ao engano.

Mas naquela hora isso não importava. Era apenas o seu rosto concentrado que me enchia de prazer. Uma admiração velada. E meus olhos não paravam de percorrer o contorno da sua face pálida.

Era bonito, sabe? A forma como a cor da sua pele se tornava mais avermelhada nas maçãs do rosto. O jeito como seus cílios se curvavam levemente. A curvinha que seu nariz tinha pra se tornar um pouco empinado. E eu amava cada detalhe desses, cada mísero detalhe da sua tão querida face.

Mas acho estranho que, quando estávamos sozinhos, entre beijos, nada parecia tão bonito assim.

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Sem plot, sem ship; mas me soou muito Sirem...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O que antes eu não sentia

> Saudade de alguém que fica longe;
> Orgulho de ver alguma coisa que não é minha publicada;
> Ansiedade pra saber se essa pessoa vai mandar alguma notícia;
> Uma ligação forte, de ideais, com uma pessoa que aprendi a chamar de amiga.

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Tudo o que eu falar sempre vai parecer redundante, mas pode crer que você tem um lugar todo especial no meu coração...
=)
Estou esperando que O que antes eu não sentia se torne uma drabble lá no efe-efe-ponto-net...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Depois, quando a gente chora e borra a maquiagem, ninguém sabe o porquê...

Esta e esta fics fizeram o meu dia bem mais feliz...

Um abraço especial pra Moony e pra Noah!
\o/

Sempre achei 19 um número bonito...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

De todos os pecados

Os lábios nunca disseram Porque. Era simples assim, não havia nenhuma explicação plausível. Elas estavam juntas, e era isso que interessava. Os corpos, os desejos. Os pecados. O que elas faziam fechadas naquele quarto não importava a mais ninguém.

A pele marcada, os arranhões, o cheiro animal. Nada disso realmente tinha valor algum, porque não era por isso que elas se encontravam. Casualidade? Talvez. Estava mais para uma necessidade. Necessidade de existênia, de abalar valores, de mostrar que elas nadavam contra a maré púdica de máscaras falsas.

Era a necessidade de mentir.

Elas viviam isso a cada instante, a cada olhar, a cada suspiro. E, por todos os dias que elas não se viam, abria uma brecha para as dúvidas, para os rancores. Era quando elas não se viam que realmente nascia a vontade de saber por que. Apenas quando não estavam uma nos braços da outra que os lábios procuravam respostas há muito indesejadas. Era apenas quando elas estavam separadas que nascia o arrependimento por ter acreditado que elas poderiam formar um nós.

segunda-feira, 14 de abril de 2008